05/12/2018
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Assoviar e chupar cana
Por Tadeu Alencar

Chico Ferreira   
 

Durante o processo eleitoral, o Partido Socialista Brasileiro se posicionou contra a candidatura do deputado Jair Bolsonaro e a sua agenda conservadora. Devemos zelar pelo papel que nos foi reservado pela população quando se manifestou soberanamente. Essa, não é só uma atitude coerente, é um imperativo de decência na vida pública. Um partido político da esquerda democrática, com 70 anos de história, fundado por João Mangabeira, Joel Silveira, Antônio Cândido, Rubem Braga, Evandro Lins e Silva e liderado por Arraes e Eduardo Campos, não pode se dispensar de fazer oposição – clara, firme, desassombrada - ao governo democraticamente eleito. E, como em tudo na vida, precisamos ser diligentes nessa tarefa, especialmente quando, e se estiver em risco, as franquias democráticas e a própria Democracia, o direito de organização, os direitos sociais, o patrimônio público – inclusive o ambiental - a soberania nacional, a liberdade de expressão. Todavia, o papel de mera contestação é insuficiente. Vivemos há quatro anos entre estagnação econômica, recessão e baixo crescimento, com milhões de desempregados, muitos deles jovens, que agravam o quadro de degradação social do País. Por isso, além desse papel clássico, seguramente relevante, exige-se de nós, mesmo na oposição, quem sabe, principalmente por essa circunstância, o dever de apresentar propostas acerca dos temas que inevitavelmente teremos que enfrentar. Temos um debate urgente a ser feito sofre a reforma do Estado e seu perfil caro, perdulário, patrimonialista, burocrático, ineficaz, anticidadão, com um sistema tributário regressivo que penaliza os mais pobres. Temos, sim, um debate a ser feito sobre a previdência, sobre os privilégios seculares, sobre como operar mudanças que favoreçam a retomada do crescimento econômico, a empregabilidade, que impulsione os que realmente produzem e não esses que apregoam o Estado mínimo, mas que dormem e acordam pensando nos favores oficiais, nas anistias que retiram competitividade a quem paga em dia, nos subsídios sem razão de ser. Essa atitude da oposição, de ter consciência do seu verdadeiro papel, é virtuosa, pois, sendo madura, ponderada, responsável, chamará, também, à responsabilidade, todos os que, governo ou oposição, nos extremos do espectro político se comprazem e se alimentam de sangue venoso, pobre do oxigênio de que precisamos para voltar a respirar.

 
 
 
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