14/03/2018
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Comissão Especial da Câmara debate cultura da paz nas escolas do Brasil

Chico Ferreira    
Keiko com relator da Comissão, Aliel Machado, e a diretora Carla
 

A Comissão Especial Cultura da Paz da Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (14), audiência pública para debater a cultura da paz nas escolas. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), cultura da paz é a prevenção e a resolução não-violenta de conflitos, com base nos princípios de tolerância, solidariedade, respeito à vida, aos direitos individuais e ao pluralismo.

Para a presidente da Comissão, deputada federal Keiko Otta (PSB-SP), debater sobre esse tema é contribuir com o empoderamento das crianças e a recuperação do País. “Digo isso porque acredito que, se cuidarmos da educação das nossas crianças e jovens aplicando a cultura da paz, contribuiremos na formação do caráter dessa geração e consequentemente transformaremos o Brasil em um país de pessoas boas”. A parlamentar ainda lembrou que no Brasil 83% dos crimes cometidos são por motivos fúteis que poderiam ser evitados.

Participaram do debate professores e diretores de escolas públicas e estaduais do estado de São Paulo. Entre eles, o diretor da escola estadual Professor Alvino Bitterncourt, Denys Munhoz, que contou sobre o modelo piloto de ensino integral com um currículo integrado que engloba uma educação sócio emocional. “As habilidades sócio emocionais são trabalhadas diariamente com essas crianças, onde conseguimos ensinar os aspectos não cognitivos, por exemplo a empatia, que é se colocar no lugar do outro. E, quando a gente ensina isso, percebemos a minimização da violência no ambiente escolar”, explicou.

Segundo a diretora da escola estadual Professor Salvador Rocco, Carla Pietro, é perceptível a diferença de comportamento das crianças depois que a escola adotou o projeto Semana da Cultura da Paz. A diretora ressaltou que o projeto começou pequeno, mas hoje já trabalha com faixas etárias diferentes por perceberem as melhorias. “É importante que esses jovens entendam que são protagonistas da própria história e sigam sem violência, física ou verbal, tendo respeito com o outro e despertando esse interesse pela paz”.

A deputada Keiko Ota (PSB-SP) é autora do projeto que deu origem à lei do Dia Nacional do Perdão, celebrado em 30 de agosto. A data faz alusão à morte de Ives Otta, filho de Keiko, sequestrado e assassinado aos oito anos de idade.

“A desigualdade estimula o conflito, infelizmente”, citou o relator da Comissão, deputado Aliel Machado (PSB-PR), sobre o aumento da violência no País em decorrência da desigualdade social. “Todos aqui presentes hoje são referência na luta prática pelo que sonhamos. Estamos aqui para fazer uma análise de situações que tiveram êxito para futuramente transformar em lei”.

Outros convidados presentes contribuíram para o debate: a professora da escola estadual Professor Salvador Rocco, Florisa Fernandes, o professor da escola municipal de ensino fundamental João Amós Comenius, Samuel de Jesus Pereira, o professor e supervisor administrativo da Seicho-No-Ie de São Paulo, Luis Antônio Gomes, o professor adjunto da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Nei Alberto Salles, a palestrante motivacional e de liderança, Carlos Koji, e o bispo e presidente do Ministério Sara Nossa Terra, Robson Rodovalho.

 

Mariana Fernandes
 
     
 
     
 
       
 
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