12/07/2018
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Em Comissão Geral, socialistas criticam falta de incentivo para a Ciência e Tecnologia

Sérgio Francês   
Odorico Monteiro discursa em defesa da Ciência e Tecnologia
 

Deputados socialistas participaram de Comissão Geral, nesta quinta-feira (12), para discutir a “Marcha para a Ciência: o presente e o futuro do setor de Ciência e Tecnologia no País”. A Marcha para a Ciência é um movimento internacional em prol da valorização da ciência pelas entidades políticas. O primeiro evento do tipo foi realizado em 2017, nos Estados Unidos, devido à posse do presidente americano Donald Trump, que trouxe cortes orçamentários para este setor daquele país, além do ceticismo frente às pesquisas científicas, como a mudança climática.
 
Para o deputado Alessandro Molon (RJ), esses problemas também são vistos no Brasil, especificamente no Congresso Nacional. Ele disse que testemunhou isso na Comissão Especial que aprovou o Projeto de Lei (PL) 6299/02, o chamado “PL do Veneno”. “Colegas ouviram a manifestação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do Instituto Nacional do Câncer, da Fiocruz e de outras entidades científicas, e era como se não estivéssemos dizendo nada. Era como não se tratasse de evidências científicas, de descobertas a partir de pesquisas, mas como se fossem meras opiniões”, criticou.
 
Ele também destacou que faz parte do trabalho dos cientistas descobrir, pesquisar, provar e publicar suas teorias. Por isso, considera que o Congresso precisa ser mais sensível a essa voz, não apenas em respeito a todo esse trabalho, mas também para pensar em qual país queremos futuramente. “Queremos um país que tenha um ministério próprio – para o setor – e que aposte nisso como estratégia de desenvolvimento nacional, necessária para aumentar a competitividade das empresas, por exemplo, e, portanto, para gerar mais desenvolvimento econômico e social”, afirmou. 
 
Molon lembrou que esse ano é eleitoral, importante para discutir que país queremos e qual o papel da ciência nisso. “Sem ciência, com certeza, não teremos o país que queremos e podemos ter. Vamos reconstruir as condições mínimas de trabalho para as cientistas e os cientistas brasileiros”, completou.
 
O deputado Odorico Monteiro (CE) disse que é um desafio fazer essa marcha em um momento de grave crise. Além disso, o parlamentar considera equivocada a opção feita pelo país de abandonar a ciência e tecnologia. “Nós perdermos janelas de oportunidades singulares do século 20. Nós não conseguimos embarcar tecnologia em uma locomotiva de metrô”, citou.
 
Outros exemplos foram citados pelo socialista para mostrar que o Brasil optou por não ter autonomia e independência no campo tecnológico, entre eles o drone e a inteligência artificial. Outra janela perdida, de acordo com Odorico, foi a dos semicondutores. Ele lembrou que a Unicamp e a USP produziram conhecimento para esta tecnologia, mas não foi aproveitado. “Não conseguimos transformar o conhecimento em produto, porque nunca investimos ao ponto de que a pesquisa e a ciência se transformassem em desenvolvimento para a sociedade”, lamentou.

Moreno Nobre
 
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