12/12/2018
Tamanho
 

Miguel Arraes e Bárbara de Alencar são entronizados como heróis no Panteão da Pátria

   
 

O Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, memorial cívico que homenageia os heróis e heroínas nacionais, foi palco de mais um importante reconhecimento àqueles que, durante a vida pública, lutaram para o engrandecimento do País, com ideais de liberdade e de democracia. Nesta quarta-feira (12), durante cerimônia de entronização, os nomes de Miguel Arraes e Bárbara de Alencar foram, definitivamente, inscritos no Livro Heróis e Heroínas da Pátria. Feito em aço, o exemplar fica exposto no monumento localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A inclusão de Arraes nesse importante instrumento da história foi possível graças ao projeto de lei, sancionado em setembro desse ano, de autoria do líder do PSB na Câmara, Tadeu Alencar (PE), e subscrito por toda a Bancada Socialista. Já o nome de Bárbara de Alencar foi aceito para figurar no Livro em 2014, por sugestão da ex-deputada e atual vice-presidente do Tribunal de Contas da União, ministra Ana Arraes.

Para o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), este é um momento carregado de muito simbolismo e emoção. “Estamos na semana em que celebramos os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ao mesmo tempo, nos vemos diante de um cenário desafiador da vida nacional. É muito importante que nos inspiremos nesses brasileiros que foram tão importantes para a história do País.”  Rollemberg teve, conforme mesmo destacou, a alegria de trabalhar com Miguel Arraes, e falou de como sempre o impressionou a ligação permanente do ex-governador pernambucano com os mais pobres e o seu olhar para o Brasil do futuro.

Filha de Miguel Arraes, a ministra Ana Arraes agradeceu a todos aqueles que contribuíram com seu pai no compromisso de sempre, ao estar em um cargo público, olhar apara aqueles que mais precisavam. “Esta era a legenda da sua administração, era a legenda do seu coração. Nesse momento, diante da emoção que me rege, agradeço por essa tão bela solenidade que marca a democracia e a presença do povo brasileiro na história do Brasil.”

Envolto no sentimento de privilégio por ter indicado o nome de Arraes para figurar no livro histórico, Tadeu Alencar afirmou ser incontroverso que o ex-governador pernambucano, há muito tempo, merecia estar no Panteão. “A figura de Miguel Arraes espelha essa luta democrática, especialmente nesse momento desafiador para as franquias democráticas, que custaram tanto sangue, suor e luta desses heróis e do povo brasileiro.”

Sua coragem, a resistência democrática à ditadura e o enfrentamento às forças conservadoras que secularmente querem manter os seus privilégios e os das elites dominantes o transformaram no principal líder popular da história recente do Brasil. “Tinha a visão do estadista e o seu espírito irredento. Só era tomado pela luta do povo, de quem foi a vida inteira fiel aliado. Um herói, portanto”, destacou Tadeu.

Realizada pelo Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Cultura, a solenidade contou com a presença do governador de Pernambuco, Paulo Câmara; do prefeito de Recife, Geraldo Júlio; de secretários de Estado e de deputados, entre eles, os socialistas Alessandro Molon (RJ), Bebeto (BA), Bira do Pindaré (MA), Cássio Andrade (PA), Danilo Cabral (PE), João Campos (PE) e Luiz Flávio Gomes (SP). Também participaram da cerimônia Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, e familiares de algumas das 19 personalidades homenageadas no ato.

Trajetórias – Nascido no Ceará em 1916, Miguel Arraes de Alencar exerceu sua vida pública em Pernambuco. Foi prefeito do Recife de 1960 a 1962, quando se elegeu governador. Foi deposto pelo golpe militar de 1964 e levado preso para Fernando de Noronha, onde permaneceu por 11 meses. Em 1965, partiu para o exílio, fixando-se na Argélia. Retornou ao Brasil em 1979, após a Lei da Anistia. Elegeu-se deputado federal em 1982 e, em 1986, foi novamente eleito governador. Em 1994, aos 78 anos de idade, tornou-se governador pela terceira vez. Em 2002, com 86 anos, venceu sua última eleição, elegendo-se o quarto deputado federal mais votado do estado de Pernambuco. Faleceu no dia 13 de julho de 2005.

Bárbara de Alencar nasceu em 1760, em Exu, cidade de Pernambuco. Casou-se e passou a maior parte da sua vida na vila de Crato. Avó do famoso romancista José de Alencar, a revolucionária destacou-se nos movimentos de independência do Brasil em um tempo em que a maioria das mulheres eram submissas e ignorantes. Um dos feitos mais marcantes de sua trajetória foi libertar o povo cearense da dominação portuguesa. A República do Ceará foi decretada em 3 de maio de 1817. A heroína morreu no dia 28 de agosto de 1832, no Piauí.

Tatyana Vendramini
 
     
 
     
 
       
 
Liderança do PSB na Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados - Anexo II - Bloco das Lideranças Partidárias Sala 114 Fone: (61) 3215-9650 - Fax: (61) 3215-9663
Assessoria de imprensa: (61) 3215-9656 • e-mail: imprensa.psb@camara.gov.br ® 2016 • Liderança do PSB na Câmara. Todos os direitos reservados.