13/03/2019
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Socialistas debatem participação feminina na política em ato da Secretaria da Mulher

Chico Ferreira   
Evento ocorreu no Salão Nobre da Câmara dos Deputados
 

A Secretaria da Mulher da Câmara realizou, nesta quarta-feira (13), ato solene em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado todo dia 8 de março. O evento contou também com debate sobre o resultado eleitoral de 2018 e as estratégias para ampliação de candidaturas de mulheres em 2020.

Para a deputada Liziane Bayer (PSB-RS), as parlamentares eleitas precisam pensar em como trazer cada vez mais mulheres para participarem da política. Segundo a socialista, hoje ainda existe uma luta muito desigual dentro dos partidos para que as mulheres consigam competir em condições iguais entre seus pares em eleições. "Acredito que esse é o tempo e o momento de marcar história na luta das mulheres na política brasileira", afirmou.

A Câmara dos Deputados aumentou a participação feminina nesta legislatura em 50%. Mas esse número ainda representa apenas 15% do total de parlamentares da Casa. A deputada federal Rosana Valle (PSB-SP) representa esta renovação e espera somar forças para o aumento do número de mulheres nas esferas de poder. "Temos um longo caminho para abrir espaços a novas gerações de mulheres."

Para as especialistas presentes no ato, o aumento deste número se deu a partir de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018, de que partidos teriam que repassar 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para candidaturas de mulheres, valendo também para o tempo de TV e para propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Também em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que 30% do Fundo Partidário deveria ir para candidatura feminina.

A decisão do TSE foi uma resposta à consulta pública de iniciativa da deputada Lídice da Mata (PSB-BA), senadora à época. Para ela, a participação das mulheres na política é algo irreversível. "É essencial a paridade de gênero no Parlamento. A Bancada Feminina da Câmara cresceu na última eleição, mas ainda temos representatividade menor do que em países como Iraque e Afeganistão", disse.

A representante da ONG Mulheres do Brasil, Ana Carolina Caputo disse que, enquanto as mulheres não conseguem aprovar leis no Congresso, devem procurar espaço no judiciário para fazerem valer seus direitos. "Assim como foi feito no último ano após a iniciativa da Lídice da Mata em realizar a consulta pública."

O mundo hoje conta com 24% de mulheres em seus parlamentos, segundo a representante da ONU Mulheres, Ana Carolina Querino. De acordo com ela, este percentual anteriormente era de 11,2%. "Vamos trabalhar para que a participação feminina nos parlamentos em todo o mundo seja de 50%, o mais rápido possível, sendo assim de fato a igualdade", completou.

Andrea Leal
 
     
 
     
 
       
 
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