15/05/2019
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Em audiência, socialistas cobram diminuição dos preços de passagens no Brasil

Chico Ferreira   
 

Deputados socialistas criticaram o setor aéreo brasileiro pelos preços abusivos cobrados no País. As manifestações ocorreram nesta quarta-feira (15), em audiência pública realizada para debater o tema na Comissão de Viação e Transportes. O deputado Felipe Carreras (PSB-PE) foi autor de um dos requerimentos para realização do evento.
 
Para o socialista, é preciso defender os direitos do consumidor, mas também é preciso procurar o equilíbrio na relação com as empresas aéreas. “Há cinco anos as companhias aéreas têm prejuízo. Essa crise econômica afetou fortemente o setor aéreo. O Brasil movimentava algo em torno de 100 milhões de passageiros, em 2014. Esse número caiu em 2015 e 2016 e uma companhia aérea quebrou”, disse. O parlamentar não deixou, no entanto, de cobrar o setor pelo descumprimento do acordo de abaixar os preços, caso houvesse cobrança de tarifa das bagagens. “O setor aéreo, a indústria e o Governo tem que dar uma satisfação em relação a isso. Se assumiu esse compromisso, tem que honrar”, afirmou. 
 
Representante do Amapá, o deputado Camilo Capiberibe (PSB) criticou os valores das passagens aéreas praticados no Brasil, que dificultam a viagem para o estado e afetam outros setores, como o turismo. “Nós somos um estado da Amazônia, somos a única fronteira brasileira com a União Europeia, temos um potencial de atração turística enorme, que não tem como se realizar enquanto for mais barato ir para Miami do que ir para o Estado do Amapá”, declarou.   
 
Seguindo a mesma linha, o deputado Rafael Motta (PSB-RN) também criticou o caos aéreo vivido no Brasil. De acordo com ele, o Estado do Rio Grande do Norte sofre com os valores das passagens, mesmo depois de reduzir a alíquota de ICMS, que não deu resultado prático. “Nós temos voos desconfortáveis, um autosserviço que já tira um custo maior para a empresa aérea, a questão das bagagens, dos lanches. Tudo isso tem aumentado o lucro das empresas aéreas”, criticou. 
 
A também socialista Rosana Valle (SP) lembrou que a cobrança de tarifa de bagagens começou em junho de 2017, com o argumento de que os valores das passagens seriam reduzidos. No entanto, não foi isso que aconteceu. Rosana sugeriu, então, que esse dispositivo seja suspenso, como previa um Projeto de Decreto Legislativo retirado de pauta na Casa há duas semanas. “Não é possível que as pessoas continuem pagando, que os argumentos sejam o aumento do combustível aéreo, a concorrência, o lobby das empresas. Se as tarifas não foram reduzidas, as pessoas estão pagando ainda mais”, disse.  
 
O preço das passagens aéreas em voos domésticos também foi abordado pelo deputado Cássio Andrade (PSB-PA), desta vez em debate na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA). Ele reforçou as críticas às companhias aéreas e à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) por abusos e constrangimentos pelos quais os passageiros têm passado. 
 
No entanto, mesmo com os altos valores cobrados pelas companhias aéreas, os voos sempre estão lotados, o que foi motivo de questionamento do parlamentar. “Como é que um voo está lotado, pagando passagem cara, bagagem extra, assento e passamos vexames como estes? ”, disse. “Ou os órgãos estão coniventes com isso, ou vivemos no País dos absurdos mesmo”, completou. 
 
 

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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