13/08/2019
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Socialistas participam de sessão solene em homenagem a Marcha das Margaridas

Sérgio Francês   
 

A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (13), Sessão Solene em homenagem a Marcha das Margaridas. O evento contou com a participação de deputados socialistas em apoio ao movimento de trabalhadoras rurais que lutam por mais justiça, igualdade e democracia. Para o líder do PSB na Câmara, Tadeu Alencar (PE), a Marcha das Margaridas é a expressão de um sentimento latente no Brasil que se opõe a essa onda de violência contra as mulheres, os negros, os homossexuais, os indígenas e os mais pobres. “O movimento ganha importância nesse momento da vida brasileira em que um governo, de perfil autoritário, intenciona fragilizar a democracia e impor retrocessos sociais em todas as áreas. É uma denúncia política no coração do Brasil, levada a efeito por milhares de pessoas”, reforçou o socialista.

A deputada Lídice da Mata (PSB-BA) acrescentou que o momento difícil em que os trabalhadores brasileiros atravessam, em especial as trabalhadoras rurais, a luta das Margaridas é a importante representação da resistência contra o extermínio, contra o latifúndio e a favor do desenvolvimento sustentável.

A Marcha das Margaridas ocorre, desde 2000, a cada quatro anos. Camponesas de todo o Brasil ocupam as ruas de Brasília com o objetivo de chamar a atenção do Poder Público para as demandas e propostas das mulheres do campo. O evento, visto como a maior ação das mulheres da América Latina, é coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

A abertura oficial do evento ocorre às 19h desta terça-feira (13), seguida de noite cultural. A Marcha ocorrerá amanhã, a partir de 7h. As margaridas seguirão do Parque da Cidade até a Esplanada dos Ministérios e a manifestação terminará em frente ao Congresso Nacional.

Os socialistas Camilo Capiberibe (AP), Bira do Pindaré (MA) e Gervásio Maia (PB) saudaram todas as Margaridas e afirmaram que a marcha fortalece os parlamentares que lutam pelos mesmos direitos dentro do Congresso. “Vamos para as ruas. Por meio dos movimentos sociais que vamos atravessar esse momento difícil que o Brasil está passando com um Governo destruidor do povo”, acrescentou Gervásio.

História - A escolha do nome e da data da Marcha das Margaridas é uma homenagem à Margarida Maria Alves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Ela foi assassinada em 12 de agosto de 1983, a mando de latifundiários da região. Por mais de dez anos à frente do sindicato, Margarida lutou pelo fim da violência no campo, por direitos trabalhistas como respeito aos horários de trabalho, carteira assinada, 13º salário, férias remuneradas. Margarida dizia que “É melhor morrer na luta do que morrer de fome.”

Para o socialista Vilson da Fetaemg (PSB-MG), o movimento é uma demonstração de resistência, uma forma de mostrar que Margarida Alves vive. “Vamos lutar pelo campo, pela geração de empregos, pela educação. Sou trabalhador rural, camponês, e sei das dificuldades enfrentadas”, disse.

Andrea Leal
 
     
 
     
 
       
 
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