03/09/2019
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Socialistas pedem preservação ambiental e a redução dos agrotóxicos

Sérgio Francês   
Rodrigo Agostinho participa de debate sobre alimentação saudável
 

A Câmara realizou, nesta terça-feira (3), o seminário Terra, Território: alimentação saudável e redução de agrotóxicos. O evento foi realizado em conjunto pelas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Direitos Humanos e Minorias; Legislação Participativa; e, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. 
 
Presidente da Comissão de Meio Ambiente, o deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP) ressaltou a importância de reunir essas quatro comissões para discutir um dos assuntos mais relevantes do momento, que é “o que a população quer para o território brasileiro, o que ela quer colocar na mesa e o que quer para o futuro”.
 
Para ele, vivemos um momento muito difícil, onde é preciso resistir. Agostinho contou que o Brasil hoje tem mais de 40 milhões de hectares de áreas desmatadas e não utilizadas, ou seja, a agricultura sequer entrou nessas áreas. Na Amazônia, que tanto se discute atualmente, de cada 10 hectares desmatados, apenas um é utilizado pela agricultura. 
 
O parlamentar pediu a aprovação do Programa Nacional de Redução dos Agrotóxicos (PNARA) como instrumento de defesa do meio ambiente e para chamar a atenção de diferentes bancadas. “Precisamos fazer com que o Brasil popularize a produção orgânica e que as pessoas passem a entender que não é tão difícil produzir de uma forma diferente, sem contaminar água, sem contaminar o solo e sem contaminar comida. Essa país tem terra para todo mundo, mas ela precisa ser distribuída”, declarou.  
 
Coordenador da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, o deputado Heitor Schuch (PSB-RS) defendeu os pequenos produtores, que são pequenos em área, mas grandes produtores de alimentos. “Nós não queremos destruir o planeta, nem colocar fogo na Amazônia. Nós queremos produzir o pão nosso de cada dia”, afirmou.  
 
De acordo com o socialista, a agricultura familiar precisa de políticas públicas, de assistência técnica, de extensão rural e de crédito para ter as ferramentas e os instrumentos para colocar em prática aquilo que consideram a função social desse povo. 
 
O deputado Bira do Pindaré (PSB-MA), que coordena os trabalhos da Frente Parlamentar Quilombola, disse que a população enfrenta uma agenda perversa de um governo absolutamente descompromissado com os interesses do povo. “Não é uma luta fácil e que precisa, mais do que nunca, da união dos povos em torno de bandeiras que possam embalar a nossa luta de maneira unitária”, afirmou.
 
Embasado pelo tema de discussão do Seminário, o socialista disse que é impossível pensar em alimento saudável e sem veneno sem respeitar os povos tradicionais do Brasil: indígenas, quilombolas, ribeirinhos, quebradeiras de coco, trabalhadores rurais da agricultura familiar. “Se não houver respeito a essas comunidades. não tem como a gente pensar em alimento saudável.”

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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