11/09/2019
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Acesso à educação para população idosa foi tema de debate na Cidoso, a pedido de Lídice

Dinho Souto   
 

A população brasileira está envelhecendo, estima-se que até 2060 essa parcela da população seja quadriplicada. Pelas projeções do IBGE, em 2031 o número de idosos vai superar, pela primeira vez, o número de crianças e adolescentes. Com o intuito de debater a qualidade de vida da pessoa idosa por meio da educação a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa realizou audiência pública, nesta quarta-feira (11). O debate foi solicitado pela presidente do colegiado, deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

Está previsto no Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/03) o direito à educação, mas a sua implementação ainda é um desafio no Brasil. Para a deputada Lídice, o envelhecimento da população deve ser abordado de forma transversal. “Acompanhamos esforços de diversas universidades em incorporar na prática ações que viabilizem o debate e a aplicação do Estatuto. O Ministério da Educação deve financiar projetos já existentes em cursos com atuação reconhecida na formação de pessoas idosas”, disse.

De acordo com o professor da faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRG) Johannes Doll, se esse trabalho não for feito com muita atenção, em um futuro próximo, faltarão profissionais qualificados em todo o País, em função do envelhecimento populacional. Doll é membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento da UFRG.

A educação como processo contínuo de transformação humana foi destaque na fala da pró-reitora da Extensão da Universidade do Estado da Bahia (UFBA), Adriana Marmori. “A educação como direito constitucional deve ser preservada e, sobretudo, garantida não só para população idosa, mas para todos que convivem com ela. Pessoas na terceira idade têm muito a ensinar e muito a aprender.” Adriana apresentou o projeto da UFBA que conta com 3 mil idosos universitários em mais de 30 cidades da Bahia. “Estamos cumprindo nosso papel de dialogar com a comunidade externa por uma sociedade mais humanizada”, disse.

Lídice lembrou que o futuro do País pertence aos idosos, justamente levando em conta a crescente inversão demográfica. A socialista defendeu que as universidades de medicina devem preparar os alunos para atender essa parcela da população. “As universidades, de maneira geral, devem estar voltadas para o entendimento de que idosos não devem ser abandonados, e podem buscar uma nova formação e nova inserção no mercado de trabalho”, afirmou. A deputada acrescentou a importância da incorporação de novas tecnologias neste contexto.

A necessidade de investimento em pesquisas nas áreas humanas também foi ressaltada pela presidente do colegiado. Lídice lamentou que, por exemplo, queiram vetar a regulamentação da carreira de cuidador de idoso, atividade que mais desenvolveu no Brasil nos últimos cinco anos. “As universidades precisam ter um currículo básico na formação da área da educação técnica de formação do cuidador. Precisamos preparar o Brasil para dotar seus idosos de uma qualidade de vida digna e isso passa por todas as ações governamentais.”

Andrea Leal
 
     
 
     
 
       
 
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