09/10/2019
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Socialistas cobram ministro do Meio Ambiente e pedem ações para preservação da Amazônia

Dinho Souto   
Socialistas participam de audiência com ministro do Meio Ambiente
 

A Floresta Amazônica é tema recorrente de discussões no Brasil e no mundo devido a sua importância para o meio ambiente. Diante das informações de que a Floresta sofre com o desmatamento e de que esse índice tem aumentado nos últimos tempos, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, compareceu à Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (9), para prestar esclarecimentos sobre o assunto. O debate ocorreu na Comissão de Meio Ambiente, presidida pelo deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP).
 
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, nos primeiros 15 dias do mês de maio, o desmatamento passou a ser de 19 hectares por hora, o dobro do registrado no mesmo período de 2018. A reportagem destaca, ainda, que a soma do desmatamento registrada de agosto de 2018 a abril de 2019 foi de 8.200 hectares. 
 
Após a fala do ministro, que disse, entre outras coisas, que o Projeto que institui o pagamento por serviços ambientais é uma alternativa para a conservação, o deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP) afirmou que a Câmara dos Deputados fez o seu papel ao dialogar com o Ministério do Meio Ambiente, aprovar o relatório e enviar a Proposta ao Senado. “Imagino que deve ter avançado dentro do Ministério a regulamentação desse tema, pois essa é uma pauta prioritária de vários setores, tanto da parte das populações tradicionais, quanto do agronegócio”, afirmou. 
 
Capiberibe reforçou, também, a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para as comunidades tradicionais, para que elas estejam regularizadas. Se isso não ocorrer, essas comunidades não estarão inseridas em uma política de pagamento por serviços ambientais. “O CAR precisa ser trabalhado, de um modo geral, também nos estados”, acrescentou.
 
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) citou o Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, da igreja católica, e atividades da igreja evangélica no Norte do País como exemplos de ações para tentar suprir a ausência do Estado nas tribos indígenas e na população ribeirinha. “As igrejas, não só a católica como a evangélica, asseguram a esse povo a única coisa que lhes resta na região Norte do País, que é a esperança.”
 
Delgado também fez fortes críticas ao papel do ministro e disse que ele perdeu grande oportunidade de convencer outros países, organismos e autoridades internacionais, daquilo que não consegue nos convencer, caso a Conferência do Clima ocorresse no Brasil esse ano. “A realidade é que, com a chegada desse ministro ao Ministério em 2019, nós vivemos o pior ano ambientalmente para o Brasil”, enfatizou. 
 
Líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ) relembrou outra visita de Ricardo Salles à Câmara dos Deputados em que disse que ele tinha condições de ser o melhor ministro do Meio Ambiente da história do País, mas que também teria condições de ser o pior, caso estivesse determinado a desmontar o que foi construído ao longo de décadas em termos de proteção ambiental. Infelizmente o parlamentar constatou que o chefe da pasta tem preferido a segunda opção.
 
Molon destacou que nesses meses em que Salles esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente, ele praticamente negou o desmatamento na Amazônia, desautorizou operações do Ibama, criticou Organizações Não Governamentais, cientistas, a ciência e os satélites, diminuiu a importância do Inpe, ameaçou fiscais do ICMBio e permitiu a liberação do leilão do bloco de petróleo de Abrolhos. “Isso ficou patente, não é algo a ser comemorado e é uma vergonha para o país”, lamentou.   
  
O líder socialista também pediu uma mudança de comportamento de todos em favor do Brasil e garantiu que as críticas não são apenas uma rivalidade entre oposição e governo. Ele reconheceu que a Amazônia é um patrimônio brasileiro e que os outros países precisam respeitar nossa soberania, mas também é preciso mostrar capacidade de protege-la. “A melhor maneira de garantir a soberania brasileira não é fazer bravata, é demonstrar responsabilidade na proteção do meio ambiente”, afirmou.   

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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