05/11/2019
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Lídice questiona fundador do blog Terça Livre acerca de publicações de fake news

Sérgio Francês   
 

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News ouviu, nesta terça-feira (5), o fundador do blog Terça Livre, Allan dos Santos. Na última semana, em oitiva na CPMI, o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) acusou Allan dos Santos de comandar uma rede virtual de propagadores de notícias falsas ligada ao presidente Bolsonaro e seus familiares.

A relatora do colegiado, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), citou uma série de acusações de prática de fake news realizadas pelo blog Terça Livre, como a notícia de que reservas indígenas tinham sido vendidas para uma empresa irlandesa, outra notícia de que o ex-candidato à presidência Fernando Hadaad tinha ligação com uma quadrilha da Bahia e uma publicação de que o jornalista fundador do The Intercept, Gleen Greenwald, teria sofrido infarto devido a consumo excessivo de cocaína. Além disso citou a publicação distorcida de uma entrevista concedida pela jornalista do Estadão Constança Rezende a um site francês, e a divulgação de que Roger Waters, da banda Pink Floyd, tinha ligação com esquema de corrupção do PT. Todas informações comprovadamente falsas por empresas de checagem de notícias.

A socialista questionou Allan dos Santos o que leva o Terça Livre a publicar um volume tão elevado de informações inverídicas. O depoente, que foi convocado pela CPMI, foi vago em suas afirmações, sempre falando que publica o que recebe de fontes anônimas e que não recebe nenhum financiamento do presidente Bolsonaro ou de qualquer pessoa ligada a ele.

Allan já foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a conceder direito de resposta ao Instituto Alana – que promove ações de desenvolvimento integral da criança – após ser xingado pelo blog com ofensas caluniosas e consideradas falsas. O fundador do Terça Livre também foi condenado a danos morais por matéria falsa de que o delegado a frente da investigação sobre Adélio Bispo – autor da facada contra o então candidato Jair Bolsonaro – trabalhava para o PT.

Questionado se aceitaria a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico, Allan afirmou que sim, embora, afirme que a CPMI não foi criada para com este propósito. Mas a relatora Lídice lembrou aos presentes que o colegiado não investiga apenas se a notícia é ou não falsa, mas pretende identificar quem produz, quem distribui e quem financia as fake news. “Vou perguntar a todos os investigados sobre o sigilo bancário, fiscal e telefônico, não é nada pessoal. O que faço é a minha tarefa para conseguir identificar quem faz parte desse processo industrializado de produção de notícias falsas”, reforçou.

Andrea Leal
 
     
 
     
 
       
 
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