16/09/2020
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Deputado Rodrigo Agostinho defende combate a incêndios no Pantanal

   
 

O Pantanal brasileiro passa pela pior queimada de sua história, que devasta esse rico bioma e mata muitos animais silvestres, enquanto outros precisam ser resgatados para receberem atendimento. Para cobrar ações efetivas de combate as queimadas que a Frente Parlamentar Ambientalista realizou, nesta quarta-feira (16), debate virtual que tratou de assuntos como o controle, a prevenção e o manejo integrado do fogo. 
 
Foram convidados para o evento a diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar; o cientista do Ipam e biólogo Paulo Moutinho; a coordenadora da Rede Amazônia Sustentável, Erika Berenguer; o diretor do Instituto Homem Pantaneiro, Ângelo Rabelo; a assessora técnica do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) Livia Moura; e o coordenador de comunicação do Observatório do Clima, Claudio Angelo. 
 
Para o coordenador da Frente, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), é uma tristeza ver o Pantanal, um dos biomas mais ricos do mundo, passar por essa situação. Ele explicou que apesar da grandiosidade de riquezas, o tamanho do Pantanal é pequeno, o equivalente a 1,8% do território nacional, um pouco mais de 150 mil km².
 
Segundo o socialista, as mudanças climáticas vieram pra ficar e a humanidade terá que se adaptar, já que elas trazem secas mais prolongadas e uma redução significativa da umidade do ar. Mas, ao mesmo tempo, as práticas agrícolas ainda são atrasadas. “O pessoal continua queimando pasto achando que tá revitalizando. Mas esse fogo é incontrolável, ainda mais com um momento tão seco e tão intenso”, criticou. 
 
Ainda de acordo com Agostinho, o Brasil não está preparado para os incêndios florestais, já que tem metade do seu território de florestas. “Estamos falando de um país inteiro queimando, o Brasil inteiro está em chamas. Só que tem lugares que resistem mais ao fogo do que outros”, disse.
 
O parlamentar afirmou que é preciso fortalecer demais o combate ao incêndio atual, além do Brasil se preparar para enfrentar esses incêndios florestais. “A gente sabe que por trás de todo incêndio alguém colocou fogo em algum lugar, não é fogo espontâneo. E em alguns lugares perdem totalmente o controle e estamos diante dessa tragédia”, lamentou. 
 
Diretor do Instituto Homem Pantaneiro, Ângelo Rabelo, apontou que é preciso ter um diálogo maior entre os Estados que compõem o Pantanal e mais do que uma Lei, um estabelecimento de um grupo permanente que pudesse analisar as causas que colocam em risco o meio ambiente. “Precisamos de um grupo permanente que trate de questões estratégicas a exemplo do fogo. Nós não temos preparação, não temos capacidade nem financeira, operacional para enfrentar o que estamos enfrentando”, declarou. 
 
Para conter o avanço de incêndios não só no Pantanal, mas também na Floresta Amazônica, a coordenadora da Rede Amazônia Sustentável, Erika Berenguer, apontou cinco recomendações: a criação de um sistema de previsão de secas extremas; um fortalecimento em expansão de programas de sistemas agrícolas alternativos às queimadas; a criação de incentivos ao manejo madeireiro de impacto reduzido; o fortalecimento dos comitês estaduais de gestão do fogo; e a redução imediata das taxas de desmatamento. “Com as taxas elevadas a gente vai continuar vendo grandes números de incêndios. A gente tem que diminuir as fontes de ignição para conseguir diminuir os incêndios dentro das florestas”, disse.  

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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